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5.5.08
» Me pergunta o que eu fiz no feriado.
Nada =D
E no maior estilo.
Trajando meu super pijama apeluciado rosa, minha pantufa de cachorro e enrolada em um cobertor, dormi até o meio-dia, assisti Encantada e joguei joguinhos estúpidos na internet! O mais diver foi esse:
Cena típica: namorado liga emputecido, já que esquecemos do encontro marcado.
- Alô?
- Qual é foguenta?
- Quem tá falando?
- Sou eu Bola De Fogo...e aê tá de bobeira hoje?
- Tô...
- Vamu dá um rolé na praia, mó solzão praia da Barra...
- Já é..
- Então vou ai ti buscar,valeu?
Aí ela tem um minuto pra se arrumar e passar de baranga para baranga maquiada.
O problema é saber a função de alguns itens de maquiagem... e o tempo correndo torna tudo muito mais emocionante!
Se ele estourar, ela termina assim:
"Sifudeuminhaamiga! Vai ficar encalhada o resto da vida! HA-HA!"
Se ela conseguir, vai para o encontro. Só não dá pra decifrar o porquê do coração quebrado... se é pelo bolo que ele quase levou ou...
"omg, estou namorando a Isabelita dos Patins!"
{jack johnson - flake}
ALINE - 9:17 PM
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4.5.08
» Trocados por opinião
Se por obra divina recebesse um e-mail de alguém me oferecendo dinheiro para postar eu: a) acharia que era trambicagem e marcaria o endereço como spam; b) até cogitaria a possibilidade, mas logo desistiria. Criei meu blog quando eu tinha 13 anos, estava na 7ª série e nunca tinha beijado na boca. Ele tinha gifs piscantes e postagens diárias sobre como eu odiava as aulas de educação física com o pessoal da outra turma. O conteúdo evoluiu, ainda que não seja um primor, mas mostra a Aline escrevendo sobre o que tem vontade.
Ser paga pra fazer essa tarefa que já está incorporada no meu dia-a-dia há cinco anos nem passa pela minha cabeça. A liberdade de atualizar quando eu quero e dizer o que gosto ou não gosto seria totalmente perdida. Pra mim, blogar é terapêutico, não preciso de motivação financeira - pelo menos até agora.
Texto para o Tudo de Blog da Capricho.
{aerosmith - jaded}
ALINE - 12:28 PM
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1.5.08
» Minha mãe é o cara
Ela não é prendada, não sabe fazer pão caseiro nem costurar bainha. É uma negação para tecnologia, parou no tempo da máquina de escrever e tem dificuldades para operar o microondas. Acha que ainda se vai para festa às oito da noite e diz pra eu não desanimar se nenhum menino me tirar para dançar.
Não tem fashion sense, mas fica horas do lado de fora do provador enquanto eu amaldiçoo até a quinta geração da família por me darem peitos grandes que não entram naquela blusa.
Fica cega sem óculos, surda quando o celular toca e muda quando não gosta de alguma coisa. Quando fala entre dentes, perigo iminente da casa cair.
Me cedeu seus olhos verdes, cabelos escuros e a loucura por livros. Corrige minhas redações, me paparica quando fico doente e agüenta quando eu fico miando que estou carente e preciso de um abraço.
Às vezes ela me irrita profundamente com suas perguntas inacabáveis e repetitivas ("eu não ouvi a resposta!"). Quando brigamos, não dura muito, já que o arrependimento me corrói em minutos, e logo estou em volta pedindo mil desculpas (embora ainda acreditando que quem estava errada era ela). Reservo algumas coisas dela (lembra das perguntas intermináveis?), mas sei que quando precisar, terei alguém pronta para me ajudar.
Texto para o Tudo de Blog da Capricho.
{yeah yeah yeahs - maps}
ALINE - 3:09 PM
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25.4.08
» Eduque seus filhos! Não me pergunte como.
Chega uma certa época na vida de um adolescente que ele se sente incomodado de só estudar e não trabalhar. As pessoas até olham meio torto. Alguns não sentem isso nunca, são apenas sutilmente convidados a mover a bunda do sofá e tomar um rumo na vida.
Eu já estava meio vagal, mesmo indo pra faculdade todo o santo dia, aí surgiu a oportunidade de um emprego. Secretária de um consultório pediátrico (eu juro que tentei arranjar um nome mais bonito do que "secretária", que me lembra daquele filme). Dois médicos novos, tem outros empregos e atendem pouco lá, então dá pra ficar estudando nas horas vagas.
E um consultório pediátrico é um prato cheio para um estudante de psicologia. Analisar o comportamento de pais e filhos já virou hobby, talvez vire futuro trabalho de conclusão.
O caso é que chegou uma psicóloga levando seu filho para uma consulta. Formada pela mesma universidade que eu curso, por sinal. E o filho era a encarnação de satã na Terra.
Quando a porta do consultório se abriu e o médico apareceu, ele se grudou em uma cadeira, chorando. Que cena. Quinze minutos depois, de cara inchada, ele é levado pra dentro da sala com a cadeira junto.
Por isso que os professores tanto insistem: não tentem tratar seus filhos, namorados, pais e irmãos - simplesmente não funciona. Na prática, nenhum método é tão eficaz quanto um chinelo na bunda, é o que dizem. Fórmulas de bolo não educam crinças. Exemplo? Nos anos 80, um livro do estilo "como educar seus filhos" foi extremamente popular. O autor morreu em um asilo, sem receber a visita dos filhos.
J.B. Watson, psicólogo, precursor do behaviorismo, dizia que poderia criar qualquer criança para ser o que quisessem: médico, engenheiro, advogado, mendigo. Escreveu um manual para educar crianças e todo o mundo achava o máximo. Seus filhos foram criados rigidamente e sem afeto. Um deles cometeu suicídio.
Cuidado com métodos prontos vendidos nas livrarias.
(porquê eu escrevi isso eu não sei, mas eu precisava compartilhar com alguém XD)
» Speed Racer
Eu assistia, tá? Ficava até às 11 da noite esperando Speed Racer no Cartoon Network, para desespero da minha mãe. Agora o desenho vai virar filme e, pelo o que vi, estréia no começo de maio.
Adaptações de desenhos para filmes normalmente não são o bicho, e esse está parecendo meio "Scooby Doo", bem caricato... mas não deixa de ser bonitinho ^_____^
{amy winehouse - valerie}
ALINE - 6:31 PM
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20.4.08
» Abelha-rainha
Toda a mulher esconde uma ponta de síndrome da abelha-rainha. Quer colocar os homens "em seu devido lugar" e ouvir o clec-clec dos saltos nas diretorias das grandes empresas.
Há duzentos anos atrás vivíamos escondidas por camadas de saias, nossos direitos não eram respeitados (direitos? que direitos?) e éramos tratadas como mercadorias. Trocar a filha por dez hectares era normal. Em 2008 votamos, temos representantes no governo, usamos calça jeans, casamos e descasamos quando der na telha. Ainda sim algum provinciano dirá que lugar de mulher é na cozinha.
Quer maior indicação da supremacia feminina do que poder gerar filhos? E as radicais querem fazer isso como? O "sexo inferior" também tem participação no processo.
Nenhum sexo precisa dominar, apenas viver em harmonia com suas diferenças e respeitá-las. Lugar de mulher é na cozinha sim. Como chef.
Texto para o Tudo de Blog da Capricho.
{madonna feat. justin - 4 minutes}
ALINE - 5:23 PM
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